Ela é mar, é amar

10:45


Ela rodopia na rua sem vergonha dos olhares. Sem música. Sem máscaras. Sem par. Caminha pelo mundo procurando algo que a faça feliz. Não alguém. Ela já se acostumou a ser dela mesma, a viver só com ela. Ela é flor com espinhos, que exala perfume e que se defende das ameaças. Ela não sabe ao certo porque é assim, ela apenas é, e ser foi o jeito mais bonito que ela encontrou para viver.

Calmaria e tempestade. Tem dias que ela é verão, em outros ela é inverno. Chove por dentro, mas por fora ela é sol. Ela vive em todas as estações. Tem dias que ela floresce, assim como na primavera, já em outros, ela simplesmente deixa as folhas caírem. O tempo de se revestir, de mudar de roupa, de mudar de casca como a borboleta que de lagarta cria asas e voa.

O casulo já foi seu lar, mas hoje ela é borboleta, é livre para usar suas asas e sair por aí. E ela voa sem medo, sem interrupções, sem desdém. Só ela e a natureza ao seu redor batendo palmas para o show que ela dar ao abrir as asas. As árvores dançam, o vento canta, os pássaros observam. Todos param para ver como ela é bonita só porque decidiu ser livre.

A beleza que ela carrega dentro de si é infinita. Percebeu que não precisa de passaportes para viajar o mundo, ela consigo já é o próprio voou, a própria rota. Quem embarca nesse voou sabe que a viagem será turbulenta, mas que valerá apena. Não são só sorrisos ou abraços, ela é mais do que isso. Ela é uma infinidade de palavras entranhadas em si, pronta para exalar ternura e poesia por onde passar.

Ela é feita de mar, mergulha nas águas agitadas na intenção de se acalmar. A tempestade que ela causa é para mostrar que ela também é feita de dias onde a chuva não é só por dentro. Às vezes o sol não aparecerá. Ah, mar, se tu soubesse que a liberdade que ela tem é só para te encontrar, para ficar de braços abertos esperando o teu abraço para, enfim, ser infinita e se tornar amar.

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